Perda de olfato: o que pode causar e quando procurar um otorrino?

A perda de olfato pode acontecer de forma parcial ou completa e interferir não apenas na percepção dos cheiros, mas também no sabor dos alimentos e na qualidade de vida.

Gripes, resfriados, rinite e sinusite estão entre as situações que podem alterar temporariamente o olfato. Porém, quando a dificuldade para sentir cheiros persiste, aparece sem uma causa evidente ou vem acompanhada de outros sintomas, é importante procurar avaliação com um otorrinolaringologista.

O exame especializado ajuda a verificar se existe alguma alteração no nariz ou nas vias olfatórias e a definir a investigação mais adequada para cada caso.

O que é perda de olfato?

A alteração do olfato pode acontecer em diferentes intensidades.

Quando há redução da capacidade de perceber cheiros, o quadro é chamado de hiposmia. Já a ausência completa do olfato recebe o nome de anosmia.

Algumas pessoas também podem perceber os odores de maneira diferente do habitual, situação conhecida como parosmia.

Essas alterações podem ser temporárias ou persistentes, dependendo da causa.

O que pode causar perda de olfato?

Existem diversas possibilidades. Entre as causas mais frequentes estão:

  • Gripes e resfriados;
  • Infecções virais;
  • Rinite;
  • Sinusite;
  • Obstrução nasal;
  • Pólipos nasais;
  • Desvio de septo em determinados casos;
  • Inflamação da mucosa nasal;
  • Traumas na cabeça;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Alterações relacionadas ao envelhecimento;
  • Algumas doenças neurológicas.

A perda de olfato pode ocorrer porque o ar não consegue alcançar adequadamente a região responsável pela percepção dos odores ou devido a alterações nas próprias estruturas envolvidas no olfato.

Rinite pode diminuir o olfato?

Sim.

Durante uma crise de rinite, a mucosa do nariz pode ficar inflamada e provocar congestão nasal.

Com a passagem de ar reduzida, as partículas responsáveis pelos odores encontram maior dificuldade para chegar à região olfatória.

Além da diminuição do olfato, a pessoa pode apresentar:

  • Nariz entupido;
  • Espirros;
  • Coriza;
  • Coceira no nariz;
  • Lacrimejamento;
  • Sensação de pressão nasal.

Quando a alteração está relacionada à inflamação nasal, o controle adequado da rinite pode contribuir para a recuperação do olfato.

Veja também: Nariz entupido frequente: pode ser desvio de septo ou rinite?

Sinusite pode causar perda de olfato?

Pode.

A sinusite provoca inflamação na região nasal e nos seios da face e pode dificultar a passagem do ar.

Dependendo do quadro, podem aparecer:

  • Redução ou perda do olfato;
  • Nariz entupido;
  • Secreção nasal;
  • Pressão ou dor na face;
  • Tosse;
  • Sensação de peso na cabeça.

Nos quadros persistentes, é importante investigar a possibilidade de rinossinusite crônica, especialmente quando a obstrução nasal e a alteração do olfato permanecem por períodos prolongados.

A clínica também possui conteúdo sobre sinusite crônica e tratamento endoscópico nasal em Santo André.

Pólipos nasais podem afetar o olfato?

Sim.

Os pólipos nasais são formações benignas que podem surgir dentro do nariz e dos seios da face.

Quando aumentam de tamanho ou aparecem em maior quantidade, podem dificultar a circulação do ar e comprometer o olfato.

Outros sintomas possíveis incluem:

  • Obstrução nasal persistente;
  • Respiração pela boca;
  • Sensação de nariz constantemente fechado;
  • Secreção nasal;
  • Pressão facial;
  • Alteração do paladar.

A presença de pólipos precisa ser confirmada por avaliação médica.

Perder o olfato depois de uma gripe é normal?

Infecções respiratórias podem provocar redução temporária do olfato devido à inflamação e à congestão nasal.

Em muitos casos, a capacidade de sentir cheiros melhora gradualmente à medida que a infecção desaparece.

Porém, algumas pessoas continuam com alteração mesmo depois da melhora dos demais sintomas respiratórios.

Quando o olfato demora para retornar, é recomendável procurar o otorrinolaringologista para avaliar a causa e verificar se existe necessidade de acompanhamento.

Perda de olfato também altera o paladar?

Frequentemente, sim.

Grande parte da percepção dos sabores depende do olfato. Por isso, quando há redução da capacidade de sentir cheiros, os alimentos podem parecer:

  • Sem gosto;
  • Menos intensos;
  • Diferentes do habitual;
  • Todos muito semelhantes.

A pessoa continua percebendo sabores básicos, como doce, salgado, azedo e amargo, mas pode perder parte importante da experiência relacionada ao aroma dos alimentos.

Quando a perda de olfato merece atenção?

É importante procurar avaliação quando:

  • A alteração persiste após uma gripe ou resfriado;
  • O olfato desaparece sem causa aparente;
  • O sintoma acontece repetidamente;
  • Existe obstrução nasal constante;
  • Há secreção nasal persistente;
  • Ocorrem sangramentos frequentes;
  • Há dor ou pressão facial recorrente;
  • A perda surgiu após um trauma na cabeça;
  • Apenas um lado do nariz permanece obstruído;
  • O sintoma está prejudicando alimentação ou qualidade de vida.

Alterações persistentes não devem ser atribuídas automaticamente à rinite ou sinusite sem avaliação.

Perda de olfato repentina precisa ser investigada?

Sim.

Uma perda súbita de olfato merece atenção, principalmente quando não existe congestão nasal ou infecção respiratória evidente.

A avaliação ajuda a identificar se o problema está relacionado às estruturas do nariz ou se existe necessidade de uma investigação mais ampla.

Se a perda ocorrer após um trauma importante na cabeça ou junto com alterações neurológicas, como fraqueza, dificuldade para falar ou confusão, é necessário procurar atendimento médico com rapidez.

Como o otorrino avalia a perda de olfato?

Durante a consulta, o otorrinolaringologista investiga:

  • Quando a alteração começou;
  • Se a perda é total ou parcial;
  • Presença de rinite ou sinusite;
  • Infecções respiratórias recentes;
  • Uso de medicamentos;
  • Histórico de trauma;
  • Obstrução nasal;
  • Alterações no paladar;
  • Outros sintomas associados.

O exame do nariz permite avaliar a mucosa nasal e procurar alterações que possam dificultar a passagem de ar.

Dependendo do caso, podem ser utilizados exames como a nasofibroscopia ou solicitados exames complementares.

Na página de Nariz, você encontra também informações sobre as principais doenças nasais avaliadas pelos profissionais da clínica.

Existe tratamento para perda de olfato?

O tratamento depende da causa.

Quando a alteração está relacionada a problemas nasais, as possibilidades podem envolver:

  • Controle da rinite;
  • Tratamento da sinusite;
  • Controle de processos inflamatórios;
  • Tratamento de pólipos nasais;
  • Correção de alterações estruturais quando indicada;
  • Treinamento olfativo em determinados casos;
  • Acompanhamento da recuperação após infecções virais.

Não existe um único tratamento indicado para todas as pessoas com perda de olfato. A identificação da causa é fundamental para definir a abordagem.

O que é treinamento olfativo?

O treinamento olfativo é uma estratégia utilizada em determinados tipos de alteração do olfato.

Ele consiste na exposição regular e orientada a diferentes odores com o objetivo de estimular a percepção olfatória ao longo do tempo.

A indicação depende da causa e das características do quadro. Por isso, o ideal é conversar com o otorrinolaringologista antes de iniciar qualquer método por conta própria.

Por que o olfato é importante para a segurança?

Além de participar do paladar e da qualidade de vida, o olfato ajuda a perceber situações potencialmente perigosas.

Quem apresenta perda importante do olfato pode ter dificuldade para identificar:

  • Vazamento de gás;
  • Fumaça;
  • Alimentos estragados;
  • Produtos com cheiro forte.

Enquanto a alteração persistir, é importante reforçar outros mecanismos de segurança em casa, como detectores de fumaça e atenção aos prazos e condições dos alimentos.

Quando procurar um otorrino em Santo André?

Se a perda de olfato persistir, ocorrer sem motivo aparente ou estiver acompanhada de obstrução nasal, secreção, pressão facial ou outros sintomas, procure avaliação especializada.

A clínica Campanholo Otorrino, em Santo André, realiza atendimento de adultos e crianças com alterações relacionadas ao nariz, ouvido, garganta e vias respiratórias superiores.

Os profissionais da clínica avaliam cada caso individualmente para investigar a possível origem da alteração do olfato e indicar a abordagem adequada. Conheça a equipe e a formação dos profissionais na página Quem Somos.

Perguntas frequentes

Perda de olfato é sempre sinusite?

Não. Sinusite é uma das possíveis causas, mas rinite, pólipos nasais, infecções virais, traumas e outras alterações também podem comprometer o olfato.

Nariz entupido pode diminuir o olfato?

Sim. A obstrução nasal pode dificultar a chegada dos odores à região olfatória e reduzir temporariamente a percepção dos cheiros.

Quanto tempo leva para o olfato voltar?

Depende da causa. Em alguns quadros respiratórios, a melhora ocorre conforme a inflamação desaparece. Em outras situações, a recuperação pode levar mais tempo e exigir acompanhamento.

Perda de olfato pode afetar o sabor dos alimentos?

Sim. Olfato e paladar trabalham juntos, e a redução da percepção dos cheiros pode deixar os alimentos com sabor menos intenso ou diferente.

Onde investigar perda de olfato em Santo André?

A clínica Campanholo Otorrino, em Santo André, realiza avaliação otorrinolaringológica para investigar perda ou redução do olfato, identificar possíveis alterações nasais e orientar o tratamento mais adequado para cada caso.

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